O que é o diabetes?

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    Em 2012 o diabetes foi a principal causa direta de 1,5 milhões de mortes e se estima que para 2030 esteja na 7º causa mundial de morte.

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É uma doença na qual o próprio corpo perde a capacidade de regular os níveis de glicose no sangue. O corpo não produz ou deixa de produzir a insulina necessária, um hormônio gerado no pâncreas.

Quais são os tipos de diabetes?

Existem duas grandes formas de diabetes: o diabetes tipo 1, na qual o organismo não produz insulina, e o tipo 2, na qual o tipo de insulina que produz é deficiente.

Diabetes Tipo 1

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Caracteriza-se por ser adquirido desde a infância ou adolescência. O próprio corpo produz a destruição das células beta do pâncreas, causando a perda da capacidade de produzir insulina.

A insulina não é produzida
Ataque do próprio sistema imunológico
Adquirido na infância ou adolescência
Não existe cura
Não há prevenção
Os anticorpos antiGAD, IA2 e ICAs são positivos

Diabetes Tipo 2

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Sofrem deste tipo as pessoas cujo corpo gera insulina, mas a quantidade não é suficiente para o próprio organismo devido a uma deficiência do pâncreas. Aparece em uma idade mais avançada e, em várias ocasiões, sofre-se deste tipo sem saber que tem.

A produção de insulina é deficiente
Relacionado à obesidade, sedentarismo e fatores genéticos
Adquirido na idade adulta ou velhice
Não existe cura
Prevenção mediante dieta saudável e prática de exercício físico
Os anticorpos antiGAD, IA2 e ICAs estão ausentes

Como detectar esta doença?

Estes são os sintomas mais comuns do diabetes do tipo 1 e 2.

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    Desequilibrio, vertigem, dificuldade de compreensão, demora em responder preguntas, mau desempenho escolar, deterioração da visão.

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    Zumbido, sensação de ouvido tapado.

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    Náuseas e vômitos

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Sintomas

Diabetes Tipo 1

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    Irritabilidade, visão borrada

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    Fome excessiva (polifagia), sede (polidipsia)

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    Câimbras, fadiga (astenia), perda de peso

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    Dor de estômago, náuseas e vômitos

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    Desejo frequente de urinar (poliúria)

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Sintomas

Diabetes Tipo 2

Grupos de risco e prevenção

Quem tem maior risco de contrair a doença e qual é a prevenção? Curiosamente existem fatores distintos que nos indicam uma alta probabilidade de sofrer de diabetes mellitus. Podemos classificá-los em:

Fatores genéticos

Os fatores genéticos são inevitáveis:

Antecedentes familiares

Quando algum membro da família já sofre da doença.

Etnia:

As populações afro-americana, hispânica ou latino-americana, indo-americana e pessoas de origem asiática e das ilhas do pacífico têm um risco elevado de sofrer de diabetes tipo 2.

Sexo

Ser homem duplica a probabilidade de desenvolver a doença.

Outros fatores

São fatores que podemos prevenir tendo hábitos de vida saudáveis:

Peso

Evitar pesar mais que 20% de seu peso ideal.

Atividade física diária:

Fazer pelo menos 30 minutos de atividade de intensidade moderada por dia.

Dieta saudável:

Comer 5 porções diárias de frutas e verduras e evitar níveis altos de colesterol e triglicerídeos.

Tabaco

Evitar o consumo para diminuir o risco de sofrer de doenças cardiovasculares e evitar também a hipertensão arterial.

Tratamentos

Quais são os tratamentos para cada um dos tipos de diabetes?

Diabetes Tipo 1

Administração de insulina exclusivamente externa
Atividade física para evitar complicações
Controle da dislipidemia
Não há administração de antidiabéticos orais
Controle de pressão arterial
Glicemias diárias (controle da concentração da glucosa em sangue)
Controle de dieta relacionado à dose de insulina

Diabetes Tipo 2

Administração de insulina externa (não em todos os casos)
Atividade física como parte do tratamento
Controle da dislipidemia
Administração de antidiabéticos orais
Controle de pressão arterial
Glicemias diárias
Mudança de hábitos relacionados à obesidade e ao sedentarismo

Situação Atual

afectados

Situação Atual

347 milhões de pessoas já sofrem Diabetes. Aproximadamente 1 de cada 10 pessoas.

Na América Latina

América Latina: 25 milhões têm diabetes (em 10 anos serão mais 5 milhões). Em zonas rurais a prevalência é de 1 a 2%, enquanto nas zonas urbanas é de 7 a 8%.

10.6 milhões

No México 10.6 milhões pessoas sofrem de diabetes

1.5 milhões

No Chile 1,5 milhões com idade entre 20 e 79 anos

11.6 milhões

No Brasil há 11.6 milhões sofrem de diabetes.

2.5 milhões

Na Argentina há 2.5 milhões sofrem de diabetes.

1 milhão

No Perú há 1 milhão de pessoas acima dos 25 anos

1.5 milhões

Na Colômbia 1.500.000 sufrem diabetes

Na Europa

UE: cerca de 60 milhões de pessoas sofrem da doença.

5.3 milhões

  • Na Espanha, 29.000 pessoas com menos de 15 anos sofrem o tipo 1 de diabetes
  • Na Espanha, 5.302.314 pessoas sofrem o diabetes tipo 2
  • 7 a cada 10 amputações são por causa do diabetes
  • 16% das pessoas com cegueira na Espanha são cegas por causa do diabetes
  • 25.000 pessoas morrem todo ano por causa do diabetes

3.5 milhões

Na Italia 3.5 milhões de pessoas sofrem de diabetes

7.2 milhões

Na Alemanha 7.2 milhões de pessoas sofrem de diabetes.

3.2 milhões

Na França 3.2 milhões de pessoas sofrem de diabetes.

3.3 milhões

No Reino Unido 3.333.069 pessoas sofrem de diabetes

886.700

Na Holanda há 886.700 casos de diabetes

573.000

Na Austria há 573.000 pessoas sofrem de diabetes

1 milhão

Em Portugal 1 milhão de pessoas com idade entre 20 e 79 anos

438.000

Na Suíça 438.000 sofrem de diabetes.

bandera-usa

29.1 milhões

Nos Estados Unidos de América EUA 29.1 milhões de pessoas sofrem de diabetes.

bandera-japon

7.2 milhões

No Japão 7.2 milhões de pessoas sofrem de diabetes.

Curiosidades

Algumas curiosidades muito interessantes sobre o diabetes

Existem duas maneiras de poder controlar a produção de insulina em uma pessoa com diabetes tipo I: uma máquina que sirva de pâncreas ou, por outro lado, um transplante de células produtoras de insulina de algum doador. O problema dos transplantes é que para que o paciente não sofra recusa é preciso tomar medicamentos muito tóxicos.

Já nos anos 80 apareceram os primeiros dispositivos de “pâncreas artificiais”. Hoje em dia existem milhares de modelos que, mediante uma reserva de insulina, dispensa-se (através de um sistema de infusão) a quantidade necessária do paciente para cada momento do dia.

Uma curiosidade é que os pesquisadores querem inovar ao criar um “pâncreas artificial” que permita às pessoas com diabetes tipo 1 mais autonomia na vida diária sem o controle periódico e, assim, evitar aumentos e quedas de açúcar, melhorando sua qualidade de vida mediante um controle remoto ligado a seus próprios dispositivos móveis.

Segundo estudos realizados pela revista JAMA (Associação Médica Estadunidense) o diabetes é um problema importante nos Estados Unidos, mesmo que tenham recebido como uma boa notícia o fato do número de casos da doença ter estagnado nos últimos anos.

Um dos principais fatores que levou os EUA a esta situação é que se trata de uma sociedade com tendência à alimentação rápida e ao sedentarismo. Foram realizadas milhares de campanhas para fomentar uma melhor alimentação e a prática de exercício físico diário e, assim, evitar a obesidade sofrida, principalmente, pela população hispânica. Ainda tendo números preocupantes sobre casos de diabetes, houve uma estagnação desde 2011 até 2014, mostrando um rastro de esperança.

Segundo a Sociedade Americana de Diabetes este problema supõe um faturamento médico de, aproximadamente, 245 bilhões de dólares por ano, com uma média de 71.000 falecidos.

Você sabia que…

… 347 milhões de pessoas no mundo sofrem diabetes?

…despesas de diabetes investidas em saúde na América Latina alcançaram os  28.7 (USD bilhões) em 2014 ?

… na antiguedade para detectar o diabetes bebiam a urina?

… a dieta mediterrânea ajuda a controlar favorablemente o diabetes?

… a cesárea eleva o risco de diabetes infantil?