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Viajar pela América do Sul

Um bom planejamento para evitar problemas de saúde é essencial, antes de viajar para um subcontinente extremo: de desertos a glaciares, e de selvas tropicais a megaurbes. Descubra tudo o que você precisa saber sobre as vacinas, o kit de primeiros socorros e as medidas que devem ser levadas em conta quando chegar ao destino.

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Antes de partir

Te mostramos os principais aspectos a ter em conta antes de começar uma viagem ao Cone Sul

VACINAS 

A seleção de vacinas para uma viagem dependerá das regiões que sejam visitadas, das características da viagem, da sua duração, do estado de saúde do viajante, da sua idade e do tempo disponível antes de partir. Por isso, é preciso fazer uma consulta personalizada.

Se recomenda ir a um Centro de Vacinação Internacional para ser vacinado e assessorado. Lá lhe fornecerão a você o Certificado Internacional de Vacinação → um documento no qual contém todas as informações sobre as vacinas dadas ao viajante. É exigido de todos aqueles que provenham de países endêmicos de febre amarela, e é válido por 10 anos.

Febre amarelaobrigatoria

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O que é?

É uma infecção viral que pode causar febre, dor muscular e de cabeça, tremores, falta de apetite, náuseas e/ou vômitos, icterícia, dor abdominal, manifestações hemorrágicas, insuficiência renal, hepática e morte. É transmitida através de picadas de mosquitos.

Onde?

A vacina é recomendada a todo aquele que viajar para uma região infetada.

Hoje, a única vacina estritamente obrigatória para viajar a determinados países da América do Sul é a vacina da febre amarela. É pedida a todos os viajantes procedentes de países com risco de transmissão da febre amarela (a Espanha não está entre eles) e, às vezes, é pedida também para os viajantes que transitam por ditos países. A Guiana Francesa e o Paraguai exigem essa vacina para qualquer pessoa que entre em seu território. É recomendável informar-se antes de partir, caso as normas tenham mudado.

Quando?

Pelo menos 10 dias antes de partir.

Como?

1 dose injetável.

Validade?

É válida a partir dos 10 dias da primeira dose, e durante 10 anos.

Reações?

Podem aparecer reações leves como febrícula, dor muscular e dor de cabeça.

Cólerarecomendada

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O que é?

É uma doença bacteriana intestinal, que provoca diarreias e em casos muito graves produz uma desidratação mortal. É adquirida através da ingestão de água e/ou alimentos contaminados.

Me vacino?

Sim, se for uma viagem de muito risco, com estadas em regiões insalubres.

Quando?

Pelo menos 3 semanas antes de partir.

Como?

2 dose por via oral, com um intervalo de, pelo menos, 1 semana entre elas.

Reações?

Evitar comer 2 horas antes e 1 hora após a vacinação.

Febre Tifoiderecomendada

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O que é?

É uma infecção que provoca febre, dor de cabeça, mal-estar, falta de apetite e insônia. Pode ser mortal. É adquirida através do consumo de alimentos ou águas contaminadas.

Me vacino?

Se você viajar a uma região de grande risco, sim.

Quando?

Pelo menos 2 semanas antes para a vacinação oral, e 3 semanas antes para a injetável.

Como?

Injeção, 1 dose. Oral, 3 doses (em 3 dias alternados).

Validade?

A dose de reforço deve ser administrada aos 3 anos. Deve passar pelo menos 1 semana entre a última dose da vacina oral e da tomada de antibióticos, sulfoamidas e remédios antimalárias.

Reações?

A vacina injetada pode produzir vermelhidão, inchaço e dor no lugar da inoculação. Raramente aparece febre, náuseas, vômitos, dor muscular ou articular, e reações alérgicas ocorrem muito raramente

Hepatite Arecomendada

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O que é?

Doença viral aguda que provoca o aparecimento abrupto de febre, mal-estar, náuseas e transtornos abdominais, seguidos de icterícia. É adquirida por via fecal-oral, através de pessoas infectadas ou por consumo de água e alimentos contaminados.

Me vacino?

Se você viajar a uma região de grande risco e não teve a doença.

Quando?

Pelo menos 2 semanas antes de viajar.

Como?

2 doses injetáveis; a segunda entre os 6 e os 12 meses após a primeira vacina.

Validade?

Dura 10 anos.

Reações?

Pode ter dor, vermelhidão ou inchaço no local da punção. Pode provocar dor de cabeça, mal-estar, febre e náuseas leves.

Hepatite Brecomendada

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O que é?

É uma doença viral que causa falta de apetite de forma progressiva, transtornos abdominais, náuseas, vômitos, dor articular e erupção, podendo ter icterícia. Em alguns casos é mortal e em outros se torna uma doença crônica, levando à cirrose e/ou ao câncer hepático. É transmitida por contato com fluidos corporais infetados.

Me vacino?

Se você viajar a uma região de grande risco e não estiver vacinado ou teve a doença, deve ser vacinado. É imprescindível casos tenham relações sexuais múltiplas ou parceiros não estáveis.

Quando?

Pelo menos um mês e meio antes de começar a viagem.

Como?

3 doses injetáveis: a primeira dose, a segunda doses aos 30 dias, e a última dose entre os 6 e 12 meses.

Reações?

A vacina pode causar dor, vermelhidão ou inchaço no local da punção.

Raivarecomendada

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O que é?

É uma doença causada por um vírus que começa a manifestar-se através de dormência, queimação e coceira na ferida, com febre, cefaleia e mal-estar geral. Na medida em que o vírus se propaga pelo sistema nervoso central, causa hidrofobia, alucinações e comportamento maníaco, até chegar à paralise e ao coma. É transmitida através da saliva infetada de animais domésticos e selvagens (principalmente cachorros), após uma mordida ou arranhão

Me vacino?

Se você viajar a uma região de grande risco, sim.

Quando?

Pelo menos 1 mês antes de viajar.

Como?

3 doses injetáveis: a primeira dose, a segunda doses aos 7 dias, e a última dose aos 28 dias.

Validade?

A dose de reforço é aos 2 anos.

Reações?

A vacina pode causar vermelhidão, inflamação ou dor moderada no local da vacinação, entre 24 e 48 horas após a aplicação. Raramente provoca dor de cabeça e dor muscular, febre e urticária.

Tétanorecomendada

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O que é?

É uma doença causada pelos esporos do Clostridium tetani, principalmente presente no solo. Começa com espasmos mandibulares, que podem expandir-se ao resto do corpo e causar a morte se não é iniciado um tratamento de forma urgente. É adquirido quando uma ferida, ainda que pequena, é infectada pelos esporos.

Me vacino?

Sim, porque é uma doença presente no mundo inteiro.

Quando?

Pelo menos 1 mês antes de sair.

Como?

3 doses injetáveis: a primeira dose, a segunda doses aos 30 dias, e a última dose aos 6 meses.

Validade?

Se você tiver sido vacinado corretamente na sua infância, recomenda-se apenas uma dose de reforço aos 65 anos. Os viajantes que foram vacinados de forma incompleta na infância, deve ser aplicada a dose de reforço até alcançar um total de 5 doses. Se a primeira vacinação for realizada em idade adulta, serão administradas 2 doses de reforço com um intervalo de 10 anos.

Reações?

É comum aparecer dor, vermelhidão ou inchaço no local da punção, bem como dor de cabeça, mal-estar, febre e náuseas leves.

Malariarecomendada

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É causada pelo parasita Plasmodium, que se multiplica no fígado e depois infecta os glóbulos vermelhos. O quadro clínico é acompanhado de febre, tremedeiras, náuseas e transpiração abundante. É transmitida através da picada do mosquito Anopheles, que se alimenta principalmente ao entardecer e nas primeiras horas da noite. Não existe vacina, portanto, é fundamental evitar a picada. Dependendo do risco de paludismo no local visitado, a prevenção pode consistir em apenas evitar as picadas de mosquitos, ou adicionar um tratamento de quimioprofilaxia e/ou um tratamento de emergência.

Medicação

O conteúdo do kit de primeiros socorros dependerá do tipo de viagem que você realizar e das pessoas que integrem o grupo.

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Kit básico

Se você viajar a regiões com hospitais e farmácias de fácil acesso:

  • Creme solar. Nunca menos de que um fator de proteção 20. Inclui produtos para após a exposição solar (after sun e protetor labial)
  • Mosquiteiros e repelente de insetos. Especialmente se você for a lugares com doenças transmitidas por mosquitos. Adicione algum produto para tratar picadas.
  • Soro oral. Para reidratar caso tiver diarreias abruptas.
  • Gazes esterilizadas.
  • Bandagens
  • Antisséptico para desinfetar feridas (iodo, álcool, água oxigenada etc.).
  • Tesouras e pinças.
  • Esparadrapo e fitinhas.
  • Termômetro.
  • Descongestionante nasal.
  • Gotas oculares.
  • Analgésico simple (paracetamol, aspirina…).
  • Anti-inflamatórios (por exemplo, ibuprofeno).

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Kit completo

Se você viajar a lugares remotos, de difícil acesso aos remédios, adicione também:

  • Antibióticos. Consulte com o médico qual será mais útil para você.
  • Pomadas e/ou cremes para irritações, eczemas e outras doenças da pele.
  • Luvas descartáveis.
  • Talcos antifúngicos. Para tratar as infecções de fungos.
  • Pílulas para a tontura.
  • Antidiarreico e laxante.
  • Pílulas para purificar a água.
  • Remédios contra a dor de estômago.
  • Remédio antimalária.

 

Para a familia…

  • Se você viajar com crianças, inclua os remédios apropriados para a idade delas: antipiréticos, gotas para a otite, produtos para esterilizar mamadeiras, aspirador nasal etc…

  • Não se esqueça das necessidades específicas: seringas, insulina, lentes de reposição, produtos para os lentes de contato, anti-histamínicos, pílula anticonceptiva e camisinhas, tampões de ouvidos, inaladores etc…

Transportar o kit de primeiros socorros

  • Verifique as datas de validade e guarde as embalagens e bulas. Anote o nome do remédio genérico, caso a marca que você estiver procurando não seja vendida no país de destino.

  • O kit de primeiros socorros deve ser guardado em um lugar fresco e seco, protegido da luz.

  • Leve as medicinas na bagagem de mão, caso perder as malas. Despache somente os objetos cortantes e os líquidos com mais de 100 ml.

  • É conveniente levar as medicinas em duplicado na maleta despachada.

  • Alguns remédios ou artigos, tais como seringas, devem ser atestadas por um médico que explique que o viajante precisa deles.

Seguro de viagem

É muito recomendável contratar um seguro, pois no exterior o sistema de saúde pode ser muito diferente.
Tenha em conta os seguintes conselhos:

CONSELHO

1

Às vezes somente há assistência médica nos centros particulares, que podem ser bem caros

CONSELHO

2

Leve a cópia do certificado de seguro na bagagem de mão, com o cartão de saúde e a caderneta de vacinação

CONSELHO

3

Você também pode se inscrever no Registro de Viajantes do Ministério de Assuntos Exteriores do Brasil, para ser localizado em caso de emergência grave.

CONSELHO

4

Aprenda sobre os possíveis convênios de saúde entre o país de residência e o de destino.

CONSELHO

5

Saiba quais são os principais hospitais dos lugares que você for percorrer

CONSELHO

6

Saiba os telefones de emergência no país de destino.

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Durante a viagem

A continuação descrevemos alguns cuidados para levar em consideração durante a sua estadia na América do Sul.

No avião / no barco:

Ouvidos

Se os ouvidos taparem devido às
mudanças de pressão, é bom comer,
bocejar e exalar ar, mantendo o
nariz e a boca fechados para
destapar os ouvidos.

Sequedad

A umidade relativa nos aviões
é inferior à habitual, portanto,
é preferível utilizar óculos em
vez de lentes de contato, usar
cacau nos lábios e evitar
as bebidas diuréticas,
tais como o café ou o álcool.

Síndrome da classe turista

Permanecer muito tempo sentado
pode provocar uma estagnação do
sangue nas pernas, que, por sua
vez, causa rigidez, inchação
e mal-estar. Para evitá-lo você
deve mover as pernas com frequência,
caminhar e levar roupa folgada.

Mergulho

O síndrome de descompressão aparece
em pessoas que voam bem depois de ter
mergulhado, devido à mudança de pressão
na cabine. Por isso, recomenda-se esperar
pelo menos 12 horas depois do último
mergulho, ou 24 horas, caso tenha realizado
muitos mergulhos ou apenas um, mas de
grande profundidade.

Tontura

Se você for propenso à tontura,
leve na bagagem de mão a pílulas
antitontura e, na hora de escolher
um assento no avião, pense que os
movimentos são mais leves na seção
do meio da cabine.

Jetlag

É mais frequente com as mudanças de
horário superiores a 5 horas e nas
viagens para o leste. Produz
irritabilidade, fatiga e insônia.
Para reduzir os efeitos, tente adaptar
o horário de sono noturno no lugar de
destino, assim que puder; durma poucas
horas pela tarde (até 40 minutos),
coma leve, ingira mais líquidos do que
o habitual e evite álcool e café.

No destino

tiempoMudanças ambientais

Altura

O mal de altura é provocado pela diminuição de oxigênio no ar em grandes altitudes. Pode acontecer a partir dos 2100 metros de altura, mas é mais frequente a partir dos 2750 metros. Seus sintomas são dor de cabeça, náuseas, insônia, fatiga e falta de apetite. Para tratá-lo pode ser subministrado oxigênio, analgésicos para a dor de cabeça e remédios contra os vômitos e náuseas.

Para preveni-lo:

  • Evitar as viagens diretas a uma região de grande altitude. Fracionar a subida por fases para que o corpo vá se aclimatando. Se não puder evitar a subida rápida, consulte com o médico para saber se você pode tomar acetazolamida.
  • Beber muita água
  • Ingerir hidratos de carbono de absorção lenta (por exemplo, massas).
  • Evitar refeições pesadas, o álcool e o exercício intenso.
  • E respeitar as 4 regras: “Beber antes de ter sede, comer antes de ter fome, agasalhar-se antes de ter frio e descansar antes de ficar esgotado”.

tiempoMudanças ambientais

Temperatura e umidade

A desidratação e a perda de sais podem provocar intermação. Além do mais, alguns fungos, tal como o “pé de atleta”, são agravados pelo calor e a umidade.

Para prevenir:

  • Beber abundante água
  • Consumir alimentos e bebidas com sal
  • Vestir roupa folgada de algodão
  • Aplicar talco nas áreas afetadas da pele

tiempoMudanças ambientais

Radiação ultravioleta

É mais intensa nas regiões próximas ao Equador, no verão e nas 4 horas mais próximas ao meio dia. A alta exposição pode causar queimaduras, urticária ou “cegueira da neve”. Para prevenir lesões na pele e nos olhos:

Para prevenir lesões na pele e nos olhos:

  • Evitar a exposição solar durante as horas próximas ao meio dia
  • Usar chapéu, mangas e calça cumprida
  • Usar óculos de sol com filtro para os raios ultravioleta
  • Usar creme solar
  • Proteger-se também quando estiver na água ou na neve

agua-comida2 Água e alimentos

O consumo de água e alimentos contaminados pode provocar doenças infecciosas, como a hepatite A, o cólera ou a legionelose. Também podemos contrair parasitas intestinais e a “diarreia do viajante”. Para tratá-la você deve ingerir muito líquido ou soro oral, para evitar a desidratação. Se durar mais de três dias e é acompanhada de febre ou vômitos, deve-se ir ao médico

Se não quiser ficar doente e passar a metade da sua viagem no banheiro, tome determinadas precauções:

  • Coma somente alimentos cozidos e que ainda estejam quentes
  • Coma somente frutas e verduras que possam ser descascadas
  • Evite o leite e seus derivados (sorvetes, queijos etc.) sem embalagem
  • Ferver a água ou desinfetá-la se sua origem for duvidosa.
  • Com as bebidas frias, tomar somente aquelas que estejam em uma recipiente bem fechado
  • Consumir somente gelo que estiver preparado com água segura
  • Não escovar os dentes com água insegura

tiempo Infecciosos: vetores e doenças.

Alguns insetos transmitem doenças ao alimentar-se do sangue de animais infectados e transmiti-lo para os humanos através de picadas. A malária, o dengue e a febre amarela são algumas doenças que transmitidas desse modo.

Para evitá-las:

  • Usar repelentes de mosquitos (também é melhor aplicá-los em cima da roupa), mosquiteiros com malha não superior a 1,5 mm e telas de proteção em janelas e portas
  • Cobrir a maior parte do corpo com roupa leve e com cores claras, que atraem menos insetos
  • Ligar o ar condicionado / ventilador
  • Colocar a calça por dentro das meias na hora de caminhar por áreas com carrapatos e pulgas

Conectar-se

Diversos aplicativos lhe ajudarão a resolver as dúvidas e os problemas que vão surgindo pelo caminho

app-doctoralia

Doctoralia

Lhe permite localizar especialistas médicos e centros de saúde perto do seu lugar

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Universal Doctor Speaker

Ajuda a comunicar-lhe com os médicos em diferentes idiomas.

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HealthMap

Alerta sobre qualquer surto de doença que surja em sua área.

app-can-i-eat-this

Can I eat this?

Se tiver dúvida sobre se comer ou não determinado alimento

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Após a viagem

Acuda ao médico se você…

  1. Voltar com febre de algum país no qual exista a malária.
  2. Tiver tomado remédio antimalária durante a viagem.
  3. Apresentar sintomas de doença nas semanas seguintes da viagem: febre, icterícia, diarreia persistente, vômitos, doença cutânea etc.
  4. Padecer alguma doença crônica
  5. Tiver estado exposto a alguma doença infecciosa grave.
  6. Tiver passado mais de 3 meses em um país em desenvolvimento.